Já faz um ano amor

esquela

[Você pode ler este texto ao som de Jason Mraz – I’m Yours]

Já faz um ano amor!

Já faz um ano que te encontrei naquele bar de rua. Estava tão determinada a conhecer o dono daquele sorriso encantador que nem a falta de um carro me deteve. Assistimos aquela luta horrível e bebemos muita cerveja. Apostei um lanche com você, com o intuito de te ver de novo. Você me chamou pra ir no banheiro e roubou meu coração pra toda vida!
Já faz um ano amor!
Já faz um ano que fomos naquele show lotado, dançamos a noite toda e nos amamos até o dia nascer. Sem máscaras, sem receios, sem vergonhas. De entrega simples e pura. De alma e coração. Eu mal te conhecia, mas algo dentro de mim dizia quando eu olhava nos seus olhos: ‘obrigada por vir! você finalmente chegou, te esperei por muito tempo!’.
Confesso que até pensei em fugir, mas quando me dei por mim você já era o dono dos meus pensamentos de toda manhã. Você havia domado meu coração e conquistado o amor presente na minha alma.
Já faz um ano amor!
E este foi o ano mais colorido da minha vida, em que pude aprender o significado de palavras simples como cumplicidade e entrega (às vezes a gente acha que conhece uma coisa, quando na verdade nunca experimentou). Parece clichê, mas com você entendi o que os contos de fada querem dizer com um amor que nos tira o ar e nos faz perder o chão.
Com você eu realmente descobri (e continuo a descobrir) a melhor parte de mim, e pude dá-la a você. Deve ser porque a gente se abraça de corpo e alma. Ou porque a gente se entende com simples gestos. Ou porque a gente se transborda de um jeito inacreditável, de uma forma indescritível.
Já faz um ano amor!
Um ano que construimos o relacionamento mais lindo e puro que eu já vivi. Um ano cheio de magias e alegrias. Um ano de tensões que foram acalentadas com abraços de ‘você consegue’. Um ano mais do que maravilhoso.
Já faz um ano amor!
E que seja apenas o primeiro ano de uma vida toda que desfrutaremos juntos, cheia de aventuras, sorrisos, lutinhas, cosquinhas e claro, muito amor! E como uma promessa, fica a canção: ‘eu vou te amar nas outras vidas que virão!’. Porque os anjos todos já abençoaram nossa união.
Já faz um ano amor!
Um ano que seu amor me preenche, me completa e me trasnborda! Um ano que aprendi a ser inteira e a ser metade. Um ano! E é apenas o primeiro ano.
É, já faz um ano amor!
Agora deixa de lado esse celular e vem comemorar esse dia comigo, de um jeito que só a gente conhece.
Te amo infinito potão!

 

*O Autor preferiu não se identificar

Faz parte do nosso show

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[TEXTO DA COLUNA DE LEITORES]

[Você pode ler ao som de Same Mistake – James Blunt]

Nas redomas do destino eles se encontraram. Acreditas em acaso? Então prezados leitores(as) tirem suas próprias conclusões.

Bastou um “oi” para que a linha da vida prendesse eles por uma lista de afinidades e anseios, posso dizer até amor ao romantismo, amor a áurea que este traz a seus detentores interinos. Nós sabemos, e eles sabem, que não basta a pichação no muro com palavras pomposas “Mais amor, por favor”. Amor não se define com amontoado de palavras jogadas à revelia, esse sentimento sublime transpira espiritualidade e empatia.

Ela receosa, ele atrevido. As palavras curtas começam o enlace ao conhecimento um do outro, mas quando se dão conta não há mais uma gota de incertezas, as palavras que eram outrora comedidas passam a ser medidas ao tamanho do sentimento que se aflora de um para com o outro.

As conversas prendem cada vez mais um ao outro. Ele acorda pela manhã e a primeira coisa que faz é olhar para a algema tecnológica que os acorrenta. Ele pensa nela 24 horas por dia e você sabe o porquê? Porque o dia só tem 24 horas.

Mas não sejamos utópicos. Sabemos que o ciclo romântico da vida se divide em três propósitos básicos onde você será amado e não amará, amará e não será amado e por fim amará e será amado. Neste momento ele sabia que o terceiro proposito era o mais recorrente.

Ela por sua vez se via perdida quanto ao que sentia em relação a ele. Sabia que gostava das horas conversando e de se pegar sorrindo pra vida, mas ainda existiam coisas que a prendiam ao chão e ao passado.

Tinha certa certeza que aquele cara ali era tudo aquilo que outrora ela pedia aos seus escritores favoritos ou aos textos que escrevia, apesar de todos os pesares. Ele economista. Ela publicitária. E existiam algumas coisas como torcer pro time errado ou seguir uma ideologia política contrária a sua. Coisas que antes achava relevante demais, hoje não mais.

Mas ele gostava de boa parte dos seus discos favoritos. Escrevia poemas como nenhum outro e às vezes até a fazia gostar da matemática, como nos números ditos ao acaso e que somados os juntavam numa infinidade de afinidades.

Mas hora ou outra acabava se sentindo confusa e pensava se era certo que as coisas fossem assim tão rápidas. Um dia, talvez por egoísmo, se permitiu a ideia de tentar, de ceder, de ser aquela guria que ele queria. Ainda não sabe se irá ou não se arrepender, mas vira e mexe a gente tem que guardar a certeza atrás da porta e sair pra rua. Antes ser um cado feliz que deixar esse cado virar nada.

O autor prefere não se identificar, mas os direitos do texto se mantém reservados ao mesmo.

Sobre mim

 

 

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[TEXTO DA COLUNA DE LEITORES. Envie o seu para a nossa página no Facebook]

É, acho que chegou minha hora de partir, já errei demais nessa vida. De que adiantou fazer de tudo por todos? De que adiantou fazer de tudo por um amor?

Planos, sonhos, momentos, risos. Desilusão, mágoa, lembranças, choro. Palavras de amor. Palavras de ódio. Declarações. Reclamações. Mas então do que são feitos os momentos de alegria sem os mesmos de tristeza? Do que é feito o aprendizado senão houverem erros? Me diz?!? A vida é incógnita, cheia de perguntas, dúvidas. E eu, ah caro amigo, estou cheia delas. A única certeza que tenho é que não sei de nada.

Hoje, sou aquilo que você vê. Louca, despreparada, obcecada, possessiva, boazinha, bobinha, “fora da casinha”. Também sou aquilo que batalhei pra ser: administradora, empresária, sorveteira com muito orgulho, amiga de todo mundo, biruta sim, arteira, atrapalhada pra caraca. Perdi de um lado e ganhei de outro. E o que é a vida senão uma busca incessante de conhecimento e crescimento?! O que é a vida senão perder amores, sofrer, frustrar-se, desistir e se reconstituir?! Insistir é um erro? Desistir seria outro!

Sou capricorniana, hiperativa, faço o possível e o impossível pra te ajudar. Sou mãe de uma cachorrinha linda que me entende com um olhar. Passei por cinco, isso mesmo, C I N C O faculdades pra queimar a língua e “me tornar igual ao papai!”. Sou brava igual a mamãe e admiro a força da minha tata. Não nasci em berço de ouro, na verdade era o bercinho que já tinha sido da minha irmã. Porém tenho berço, educação, classe, mas também sei perdê-los em menos de um segundo se você mexer com a família, com meus amigos ou no que é meu.

Já levei fora, pedala Robinho, rasteira. Já disse não, gentilmente pedi que não ficasse e enquanto você bobeava, ocupei seu cargo. Ah, como era bom ser novinha, estágios, viagens, amigos, namoricos, risadas e alegria. Tenho medo de andar de avião, mas dirijo melhor que muito homem.

E você parou pra reparar que homens e mulheres estão sempre diferenciados no que se diz respeito a cargos, carros, salário? Se o salário da mulher é maior, se ela tem seu próprio carro e sobrenome conhecido, ferrou, você é o pinto de ouro! Aguente a zoação dos seus amigos, ou talvez mude e cresça, evolua, não deixe a zoação nem entrar por um ouvido pra não ter que percorrer o labirinto auditivo e sair do outro lado, pois se ela não se importa com isso, porque você há de importar? Por que brigar por isso?

Vivo no meu mundo, onde um olhar revela mais que atitudes, onde contos de fadas existem (não fumo maconha e nem estou vendo gnomos), assim como histórias de amor. Ah o amor, sentimento que rege a orquestra da vida, de uma Nona Sinfonia à Sonata de Luar de Beethoven. Da alegria para a melancolia.

Você já errou? Já atirou pedras erradas? Eu confesso, fiz os dois. E se admitir erros é para os fracos, caraca, vou arrebentar a qualquer momento, aliás, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Todo mundo deve estar se perguntando: “A Dinha enlouqueceu. está desorientada”. Calma, eu estava sim, mas a ficha caiu, talvez eu devesse voltar, continuar errando e acertando nessa coisa chamada vida.

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As 3 palavras que salvaram a minha vida

[TEXTO DA COLUNA DE LEITORES]

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(Você pode ler ao som de Cheryl Cole – 3 Words)

“Eu ainda faço os mesmos programas desde que você se foi. Vou a mesma danceteria, à mesma sorveteria e ainda moro na mesma casa. Achei que fazia isso pra tentar superar a dor que você me causou, mas percebi que faço isso porque ainda quero te encontrar.
Cabelo preso, calça de ginástica, tênis. E estou pronta pra correr, mas correr de quê? De quem? Correr de medo, correr de mim. Medo de te encontrar e de não saber o que falar, medo de que eu te aceite de volta mesmo que você tenha ido embora sem dar nenhuma satisfação. Simplesmente sumiu.
Cabelo solto, vestido preto, maquiagem pesada e salto alto. Estou pronta me jogar em uma noite que eu não sei como vai acabar, porque afinal, você é a prova viva de que tudo é imprevisível, e que tudo o que está bem pode acabar mal. Então pra mim, sinceramente, tanto faz.
Vodka, energético e whisky: meus novos companheiros que vão dançar comigo a noite toda nessa pista que parece vazia e triste, só não mais do que eu. E foi aqui, nessa mesma pista que eu te conheci, a mesma pista em que eu era feliz. A pista que dança, deita e rola em cima de mim nesse exato momento.
Mas quem sabe hoje não seja minha noite de sorte.
A noite já estava acabando quando comecei a ouvir um som familiar. Fiquei estática, parada em um balcão de bebidas sem saber o que fazer, dizer, beber. Desenterraram da parte mais funda do meu coração, era a “nossa música”, as três palavras que salvaram a minha vida, e as mesmas que estavam acabando com ela agora. ”Eu te amo, eu te amo. Você é o amor da minha vida ♪”. Mas não era você cantando pra mim.
Eu não queria fica ali parada vendo o nosso filme em minha cabeça, por isso decidi correr, correr pra valer, correr de você. Talvez essa não seja a minha noite de sorte, primeiro a música e agora isso. Eu sabia que correndo tão rápido trombaria em alguém, mas nunca iria pensar que depois de 3 meses sem aparecer eu iria trombar logo com você. Desenterraram você da parte mais rasa do meu coração, porque você sabe que eu nunca te esqueci.”

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